Exército dos EUA estuda implantar inteligência artificial no cérebro

23/01/2018

De acordo com projeto, algoritmos controlariam implantes que emitem impulsos elétricos para influenciar comportamento e emoções

 

 

O Exército dos Estados Unidos, por meio da agência DARPA (sigla em inglês para Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada), está financiando dois grupos de pesquisa com o objetivo de desenvolver um dispositivo com inteligência artificial que emite impulsos elétricos para influenciar sentimentos e comportamento. O implante seria controlado por meio de algoritmos que detectam os padrões associados a desordens de humor.

 

Utilizar impulsos elétricos para influenciar a atividade cerebral não é novidade. São utilizados no tratamento de desordens ligadas aos movimentos, mas sem grandes resultados quando se trata do humor. Líder de um dos grupos de pesquisa, o neurocientista da Universidade da California Edward Chang acredita que seu projeto terá mais sucesso que os outros, já que os implantes foram criados especificamente para tratar doenças mentais.

 

“Nós aprendemos muito sobre as limitações da nossa atual tecnologia”, conta Chang. Entre as principais novidades é a possibilidade de ligar a maquininha de inteligência artificial somente quando é necessário. Além do grupo de Chang, os estudos estão sendo feitos no Massachusetts General Hospital (MGH) em Boston.

 

A justificativa do DARPA é o tratamento de soldados e veteranos de guerra que sofrem de depressão e desordens de estresse pós-traumático. Os testes estão sendo feitos também com pessoas que sofrem de epilepsia e já possuem eletrodos implantados para monitorar as convulsões.

 

O trabalho, apresentado na reunião da Sociedade para Neurociência (SfN), e publicado na revista Nature, mostrou que, nos testes, os algoritmos estimularam o cérebro, enviando impulsos para áreas envolvidas na tomada de decisões e emoções, melhorando a concentração no desempenho de tarefas para as quais estavam distraídos.  

 

A iniciativa, claro, está gerando polêmica. O que está sendo discutido é o quão ético seria se a tecnologia evoluísse, dando aos pesquisadores um acesso aos sentimentos mais profundos das pessoas em tempo real. 

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