Para curar Alzheimer, cientistas transformam células da pele em neurônios saudáveis

27/10/2015

Duas equipes de pesquisadores chineses conseguiram transformar células comuns de pele humana em células do cérebro, os neurônios. As pesquisas podem revolucionar os tratamentos para o mal de Alzheimer, rejuvenescendo o tecido dos cérebros dos pacientes a partir de enxertos.

 

 Foto ilustrativa: Getty Images

 

Os dois grupos usaram estratégias diferentes para converter células da pele em neurônios: uma equipe usou células da pele de ratos, enquanto o outro time usou a pele de humanos. Os resultados dos estudos foram publicados em dois artigos, nesta quinta-feira (6), na revista científica Cell Stem Cell.

 

A equipe que trabalhou com células humanas retirou as amostras da pele de pacientes com Alzheimer, já que um dos objetivos da pesquisa era produzir neurônios que substituíssem as células danificadas nos cérebros das pessoas com demência.

 

A idéia é que, no futuro, quando um paciente manifestar os primeiros sintomas do mal de Alzheimer, os médicos possam usar essa técnica para retirar um pequeno pedaço da pele e gerar tecido cerebral saudável a partir dela. Como os neurônios seriam construídos a partir do próprio corpo do paciente, não haveria risco de rejeição do organismo.

 

A técnica funcionou em testes feitos com ratos e humanos. Mas ainda deve demorar algum tempo até que ela seja usada como tratamento clínico para o Alzheimer. Ainda sim, os resultados são considerados animadores pelos cientistas.

 

Segundo o biólogo celular Hongkui Deg, professor da universidade de Pequim e um dos autores do estudo com ratos, o tratamento é barato e poderia ser feito com qualquer pessoa. "[O tratamento] supera os desafios técnicos e as preocupações com segurança ligadas às manipulações genéticas, o que pode ser promissor em suas aplicações futuras", diz Deg. 

 

Fonte: Cell Stem Cell

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